"Escreveu Miguel Esteves Cardoso. Mas não. Fodido é não amar. Claro que
se sofre quando se ama. Vive-se, por vezes, com a alma na boca, como um vómito que insiste em azedar-nos a boca. Mas não. Realmente fodido é não amarmos. Claro que, quando amamos, há uma tranferência de preocupação para outra pessoa e isso angustia-nos. Como bichos egoístas que somos estamos habituados a preocuparmo-nos apenas connosco. Dá-nos suores frios umas vezes e risos descontrolados noutras. Mas não. Realmente fodido é não amarmos.
E há que esclarecer desde logo: amar não é estar apaixonado. Amor não é paixão. Por muito que as coisas possam estar ligadas, não são a mesma coisa. Paixão mata-nos por dentro, consome-nos. Embrutece-nos. Somos uns tontos, uns fantoches da paixão que vive em nós. Alias, é ela que vive, porque nós morremos às suas mãos cadavéricas. É uma violência.
O amor não. É a calma depois da tempestade. É a onda leve, certa e perfeita que dá à costa. É a imensidão de nós próprios revistos no outro. É racional. Por mais que custe aos puristas da coisa, aos poetas, aos loucos e aos imbecis, é racional. É incompreensível porquê aquele outro. Mas percebemos que é amor e aproveitamos ao máximo o que isso nos dá, oferece e nos gratifica. Sem nada pedir em troca. Sem exigir a nossa vida, os nossos dias.
Por isso, fodido é não amar. Quem não ama não sente. E quem não sente não vive. Já a paixão é morte. A nossa e a de quem nos rodeia. É a obsessão. E esta é intransigente.
Rói-nos a vida ao bater de cada dia, rindo-se descaradamente da nossa cara."
Gostei muito deste texto, que descobri no blog do "Ego"
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
flirt's
Estava a ler uns blogs que falam de flirt’s e se flirt’s são ou não traição.
Não há flirt’s inocentes. E quem o pratica está perfeitamente ciente disso. Pq o esconde. Pq o faz em horas seguras e quando está à vontade para o fazer. Portanto, nada de inocência, tudo premeditado.
Quem o faz sabe que se for descoberto, vai magoar o companheiro, que confia nele. Vai fazer tremer as bases da relação e colocar a dúvida entre os dois.
È claro que sabe bem alimentar o ego, mas se precisam dos flirt’s para o fazer é porque algo falha na relação. À partida se estou numa relação a outra pessoa preenche-me essa necessidade.
Hoje assumem-se compromissos com muita facilidade e muito pouco respeito pela pessoa com a qual nos compromete-mos…
Não há flirt’s inocentes. E quem o pratica está perfeitamente ciente disso. Pq o esconde. Pq o faz em horas seguras e quando está à vontade para o fazer. Portanto, nada de inocência, tudo premeditado.
Quem o faz sabe que se for descoberto, vai magoar o companheiro, que confia nele. Vai fazer tremer as bases da relação e colocar a dúvida entre os dois.
È claro que sabe bem alimentar o ego, mas se precisam dos flirt’s para o fazer é porque algo falha na relação. À partida se estou numa relação a outra pessoa preenche-me essa necessidade.
Hoje assumem-se compromissos com muita facilidade e muito pouco respeito pela pessoa com a qual nos compromete-mos…
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